terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amigo de boêmia

Boêmia, estado paradoxalmente intenso.
Alcoólico, Bucólico, melancólico e denso.
A cerveja gelada traz um clima propenso.
Resenhando sobre assuntos diversos, penso.
A embriaguez inebria meu pensamento.
O Spleen* é obrigatório neste dia cinzento.
O jazz que ouço me toca quem o toca tem talento.
“Musica é perfume”, Cerveja alimento.
Quero uma jam infinita, musica e álcool, estou sedento.
O pub é aconchegante, mas prefiro uma taberna.
De poesia poderia eu viver, nessa boêmia eterna.
Degusto uma Stout, o gosto é de café torrado.
Cerveja encorpada e forte. Cremosa e deliciosa como um pecado.
O Spleen é a mais forte ressaca que perturba a alma
Vil, sublime, angustiantemente soturno.
Deixa-me macambúzio, circuncisfláutico, sorumbático e taciturno.
A Boêmia pode parecer vazia no dia-a-dia.
Nunca em seu momento auge, loucuras, mulheres, orgia.
Momentos do apogeu que me trazem a inspiração
Na ressaca ou na loucura, mão e mente em ação.
Cultuo a boemia quão quanto a amizade.
Com a sensibilidade alterada às vezes me dói à saudade.
Amizades sempre construídas com lealdade e companhia.
Dos amigos que moram longe, dos amigos de boêmia.


* Spleen --> Sentimento de melancolia extrema, uma angustia que não se sabe porque e não se têm a resposta.

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