quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

oO

Desacreditavelmente seguimos a extensão daquela ladeira que, ha alguns anos atrás, tinhamos medo de subir pedalando. O que faz esquecermos todo aquele anseio passado? Eu ou alguém?

Ps:. como eu não lembrei a frase do meu caro amigo Rock Braziliano, vai este post mesmo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MANIFESTO DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS PARANAENSES.

COPA DE 2.014 EM CURITIBA.

MANIFESTO DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS PARANAENSES.


As entidades representativas dos profissionais de engenharia e arquitetura, colocados na condição de expectadores no campo da copa 2.014, decidem se manifestar sobre o espetáculo.

Considerando que:

• "Todas as decisões que envolvem o interesse público são políticas; mas não terão sustentabilidade sem o embasamento técnico de engenheiros e arquitetos".

• "Curitiba é reconhecida nacional e internacionalmente pelo planejamento, projetos e obras realizados por engenheiros e arquitetos paranaenses".

• "O esporte é atividade imprescindível para jovens e adultos, e é para este público que devem se criados espaços adequados à prática permanente".

• "Os equipamentos causam impactos na malha urbana, de vizinhança e de mobilidade".

• "Incentivar o esporte significa também promover a inclusão social e o desenvolvimento humano por meio de programas sócio esportivos, institucionalizar o esporte educacional, atingir resultados inéditos nas competições e assim projetar o Brasil no ranking do alto rendimento, incrementar nossa infra estrutura esportiva, modernizar e valorizar o futebol como identidade cultural do Brasil, ampliar o leque de modalidades para diversificar a prática esportiva no país, qualificar a gestão do esporte e do lazer, aproveitar o potencial econômico-social dos grandes eventos, a melhoria da qualidade de vida, a oferta de perspectivas à juventude e o fortalecimento do respeito do mundo por nossa pátria ".

• "Em Curitiba, no Paraná e no Brasil existem poucos equipamentos adequados (públicos ou privados) e sustentáveis, sobre o aspecto ambiental, para o desenvolvimento e formação de atletas e para-atletas profissionais".

• "Clareza na relação do bem público com o privado é imprescindível, para garantir transparência de negociações e ajustes na escolha do local adequado para o evento".

Os engenheiros e arquitetos paranaenses manifestam inconformismo com o encaminhamento do processo para adequação das condições para a realização da Copa em Curitiba, pela lentidão, faltas de estudos de alternativas e a busca de direcionamento para solução que não se enquadra nos itens técnicos considerados.


Reiteramos como alternativas as opções pelo "estádio Pinheirão", e o "estádio da Vila Capanema", que apresentam características mais adequadas à implantação de um projeto de múltiplo uso.

1. A logística de localização viária, integrando os modais de transporte; viário, aeroviário e ferroviário.

2. A redução dos investimentos necessários na remodelação prevista da Avenida das Torres e na realização da via verde.

3. O "partido" do projeto deve levar a marca da nossa cidade, a ARENA ECOLÓGICA DE CURITIBA, onde acontecerá a promoção do esporte de rendimento para projetar o Brasil como potência esportiva mundial. Ficar entre os 10 melhores colocados nas olimpíadas conforme definidas na Conferência Nacional dos Esportes.

4. As alternativas, Vila Olímpica ou a Vila Capanema,
envolvem bens públicos e podem ser beneficiárias de investimentos públicos diretos e indiretos como isenção de impostos, créditos de solo criado ou marketing direto de empresas estatais.

5. A possibilidade de seleção dos projetos de arquitetura e licitação para construção da ARENA ECOLÓGICA DE CURITIBA através da modalidade do Concurso Público, conforme estabelece a legislação em vigor (Lei Federal N°. 8.666/93), privilegia também a qualidade dos projetos.

6. O prazo necessário para a realização dos projetos para a implantação deste equipamento esportivo é suficiente desde que haja integração entre os atores: públicos, privados e do terceiro setor.

7. A integração no processo, do Conselho Estadual do Esporte, habilitando o estado a receber recursos federais para viabilizar a iniciativa.



Curitiba, agosto de 2010.


INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL PR

INSTITUTO DE ENGENHARIA DO PARANÁ

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Evento de integração? Que besteira!

Aqueles que me conhecem sabem que eu sou um cara que sempre trabalhei muito mais na parte representativa dos estudantes do que nos eventos de integração. A representação discente é de extrema valia, já que a UFPR permite que seus espaços deliberativos sejam um tanto quanto democráticos e nos convidam a participar deste balaio que é a administração. Mas as duas linhas de atuação estudantil tem uma importância imensa dentro da construção com a base, até porque todos gostam de discutir e beber (geralmente ao mesmo tempo hahaha).


Uma festa universitária não é somente mais um evento qualquer, um conjunto de vagabundos ou coisa assim. Ele traz a integração e a formação de uma unidade qual provavelmente incorpora uma imagem comum entre os integrados. E esta formação/manutenção desta unidade é importante desde a entrada até a saída do estudante. É notável que boa parte daqueles que entram na instituição e já saem para um Jogos de Verão (1min de silêncio, já que dependendo de alguns nunca mais irá acontecer) ou uma cervejada conseguem estruturar uma unidade entre seus amigos, colegas e até professores. Estes também são aqueles que procuram saber mais sobre a universidade, sobre seu diretório central e seu centro acadêmico. Acabam ficando bem próximos das discussões atuais e criam diversos vínculos internos à sua permanência no curso.


E também, quem não gosta de tomar uma cerveja na praia ou no gramadão? Todos adoram! Somos seres humanos na flor da vivência física e precisamos das ditas futilidades para nos animar, interagir e sair bem acompanhado. Alguns momentos precisamos mais de uma mesa de bar do que uma sala de aula, de uma discussão política para equilibrarmos nossas emoções. A festa serve também como cano de escape para todas nossas aflições estudantis.


Quando me falam que isto tudo é uma besteira, que não dá certo ou que não é de consenso de todos eu fico chateado. Chateado pela desmobilização política, pela falta de interesse de criar algo para os estudantes. Isto é uma derrota estudantil, já que não atendemos as atuais demandas dos estudantes. E esta desmobilização gera um peso considerárel em cima da representatividade estudantil, até porque as maiores conquistas e os mais fortes elos começam sempre numa garrafa de cerveja.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

kukuxumusu

Bom, hoje já é noite e o clima está extremamente agradável. Para uma Curitiba de céus cinzentos e ranzinzas isto daqui é uma maravilha (mais raro do que os vertedouros abertos de Itaipu). Mas este ambiente perfeito na verdade está mais para uma ressaca de angústias. Mas como toda boa ressaca essa vai ser levantada com muita moral, trabalho, construção e participação.

Ontem tivemos as eleições do DCE e na quarta do DAEP. Primeiramente no meu diretório foi tranquilo, visto que o "bate-chapa" acabou se tornando uma piada, pela visível falta de comprometimento da oposição com o próximo. Oposição que não percebeu o caráter facista das suas propostas, lançadas alguns minutos antes de abrir a urna. Já no DCE temos um resultado: vamos continuar com o mesmo marasmo de antes. E faltou pouco para a Jangada chegar no seu imenso mar. Sorte minha e de todos os estudantes que esse marasmo não vai durar tanto tempo.

Para evitar muito blábláblá peço uma simples leitura neste texto:

http://mudanca.org.br/2010/06/25/ate-que-ponto-vao-as-reivindicacoes-do-dce/

Abraços!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


De http://stonerparty.tumblr.com/page/10
Esse gif me faz sentir muito bem...
Caramba. To um tempo sem postar aqui. Falo pra mim mesmo sempre que tenho um texto irado pra colocar, mas sempro deleto ele. Mais tarde coloco algo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E a defesa dos direitos?

Vão me chamar de comunista, mas tudo bem. To passando uma matéria interessante explicando um pouco sobre movimento sociais e a sua importância.

Fonte: http://diplomatique.uol.com.br/editorial.php?edicao=39



E a defesa dos direitos?
por Silvio Caccia Bava
Sem o MST, a violência no campo seria muito maior. Ele reúne, acolhe, inclui, dá dignidade e transforma o sentimento de revolta em ação coletiva, defende propostas de políticas públicas, politiza essas demandas. O mesmo pode-se dizer de movimentos sociais como os movimentos de moradia, de saúde, dos catadores, dos quilombolas, das mulheres, dos negros, e outros. Ao se constituírem como movimentos, eles vocalizam demandas de amplos setores da sociedade que se encontram, ainda, privados de seus direitos. São as pressões da sociedade sobre o sistema político que dão origem às mudanças e às novas políticas públicas.

Ainda que a grande imprensa continue a criminalizar os movimentos sociais, a sociedade brasileira mudou e reconhece a manobra. Estes movimentos, hoje, são reconhecidos, legitimados, com canais de interlocução com o governo federal. Eles têm papel fundamental na ampliação de nossa democracia. Eles se apresentam para a sociedade e trazem para o plano público e da política a questão da desigualdade e da injustiça. 

Mas os movimentos não brotam só da insatisfação popular. Para que eles surjam há todo um trabalho feito por redes de entidades, de associações de moradores, de sindicatos, de ONGs, fóruns de defesa de direitos, e mesmo pelas paróquias que ainda são progressistas. É nessas articulações heterogêneas que os indivíduos se organizam em coletivos, e daí surgem os movimentos sociais, quando surgem. 

Desde o fim dos anos 1970, em plena ditadura, um pequeno grupo de entidades se forma com apoio e solidariedade internacional. São ONGs que se constituem para apoiar a organização coletiva e a luta por direitos, nesse momento muito ligadas à igreja católica, às comunidades de base e à teologia da libertação. Sua especialidade: educação popular. Desenvolviam também trabalhos com clubes de mães, com a pastoral operária, com as associações de moradores. Nos anos 1980 as mudanças são grandes, com a construção de entidades nacionais, como as centrais sindicais, a Central de Movimentos Populares, a Confederação Nacional de Associações de Moradores, e outras. É o momento em que se destacam algumas redes e fóruns, como o Fórum Nacional da Reforma Urbana e o Fórum Nacional de Participação Popular.

Em todas estas redes está presente esse tipo particular de ONGs que se organiza para a defesa de direitos. Muito do trabalho de sistematização, de organização do debate público, de elaboração de propostas, conta com a expertise dessas ONGs, que agora são mais especializadas, justamente para corresponder à necessidade de ações mais propositivas.

Como a nossa democracia, assim como o respeito aos direitos, ainda são processos inacabados em nosso país, esse tipo particular de ONGs continua dando importantes contribuições até hoje. Muitas delas, não todas, se reúnem na Associação Brasileira de ONGs – a Abong.

E veio, agora, da Abong, o alerta de que suas associadas estão em perigo de vida. Paradoxalmente, a boa imagem do Brasil no exterior, associada à crise na Europa, levou a cooperação internacional, em grande parte, a suspender o financiamento dessas ONGs de defesa de direitos no Brasil. Pesquisas indicam uma redução do financiamento da ordem de 50%, do ano passado para este. 

A democracia brasileira precisa desses grupos de cidadãos e cidadãs que se organizam para a defesa de direitos. O seu trabalho, em sua diversidade, é de interesse público e deve ser valorizado e apoiado pelos cidadãos e pelos poderes públicos. Essas ONGs guardam a particularidade de ser produtoras de conhecimento, se envolvem com pesquisas, diagnósticos, sistematizações, análises, trabalho que é fundamental para dar sentido propositivo às pressões sociais. Especialmente porque, ao apresentarem propostas alternativas, vocalizam o dissenso, os conflitos, dão vida ao sistema político democrático. Os movimentos sociais, as redes de cidadania, os cidadãos e cidadãs, de uma maneira geral, se beneficiam com esse trabalho.

Pedir ao governo federal, com urgência, medidas de financiamento público para essas entidades é legítimo e necessário. Na Índia, assim como na Suécia e em outros países, há mais de dez anos, por lei, existe o financiamento público dos trabalhos dessas ONGs, com total respeito à sua autonomia. Não se trata de socorrer um grupo de entidades em crise de financiamento, se trata de tomar decisões políticas que assegurem o importante papel da sociedade civil brasileira na construção de nossa democracia.

















Silvio Caccia Bava é editor de Le Monde Diplomatique Brasil e coordenador geral do Instituto Pólis.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amigo de boêmia

Boêmia, estado paradoxalmente intenso.
Alcoólico, Bucólico, melancólico e denso.
A cerveja gelada traz um clima propenso.
Resenhando sobre assuntos diversos, penso.
A embriaguez inebria meu pensamento.
O Spleen* é obrigatório neste dia cinzento.
O jazz que ouço me toca quem o toca tem talento.
“Musica é perfume”, Cerveja alimento.
Quero uma jam infinita, musica e álcool, estou sedento.
O pub é aconchegante, mas prefiro uma taberna.
De poesia poderia eu viver, nessa boêmia eterna.
Degusto uma Stout, o gosto é de café torrado.
Cerveja encorpada e forte. Cremosa e deliciosa como um pecado.
O Spleen é a mais forte ressaca que perturba a alma
Vil, sublime, angustiantemente soturno.
Deixa-me macambúzio, circuncisfláutico, sorumbático e taciturno.
A Boêmia pode parecer vazia no dia-a-dia.
Nunca em seu momento auge, loucuras, mulheres, orgia.
Momentos do apogeu que me trazem a inspiração
Na ressaca ou na loucura, mão e mente em ação.
Cultuo a boemia quão quanto a amizade.
Com a sensibilidade alterada às vezes me dói à saudade.
Amizades sempre construídas com lealdade e companhia.
Dos amigos que moram longe, dos amigos de boêmia.


* Spleen --> Sentimento de melancolia extrema, uma angustia que não se sabe porque e não se têm a resposta.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ventania

Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara.


Eduardo Galeano

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Frases de efeito

Duas frases que ouvi nos últimos dias e que tiveram uma certa relevância e/ou significado nessa semana hehehehe.

*Quer me foder? Começe me chupando.
*Cú pequeno não combina com pau grande.

Creio que os leitores se posicionaram de duas formas ao lerem estas frases. Ou me odiaram profundamente, me chamando de "boca suja" (ou algo mais pesado hahahha) ou se mataram de dar risadas. De qualquer forma não é necessário me condenar por tais orações.

Sem mais delongas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Que coisa liiiinda!


Quinta-feira foi o dia das eleições do setor de Tecnologia aqui da UFPR, e estas eleições tinham um gostinho bastante doce para nós estudantes. Esta foi a primeira eleição com disputa entre candidatos, melhor dizendo, uma disputa com três candidatos com imensa bagagem de coordenação, chefia departamental e conselhos superiores. E o melhor é que esta eleição foi a primeira na Universidade a utilizar uma fórmula que equilibrava os votos entre discentes, docentes e técnicos (paridade qualificada).


Pois bem, como estávamos desacreditados por parte da maioria do corpo docente, acabamos colocando cerca de 2500 votos nas urnas, que é um recorde para a Universidade. Nunca em uma eleição de reitor, ou até do DCE teve tantos votos em um dia como para a nossa direção do setor. 


Independente de qual candidato que saiu vitorioso do processo, tenho como missão cumprida só pela representatividade dos estudantes na eleição. Acho que isto é um ótimo cartão de visitas de quem realmente sabe fazer movimento estudantil.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Romance Sonambulo

Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas le están mirando
y ella no puede mirarlas.
              *
Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendrá? ¿Y por dónde...?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
soñando en la mar amarga.
              *
Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo por su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los montes de Cabra.
Si yo pudiera, mocito,
ese trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas,
dejadme subir, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.
              *
Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal,
herían la madrugada.
              *
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento, dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Dónde está, dime?
¿Dónde está mi niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!
              *
Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche su puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos,
en la puerta golpeaban.
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.



Garcia Lorca

O porquê do seu voto?

                Muitas pessoas se perguntam qual a importância e o peso de seu voto em algum processo democrático, já que a política (em qualquer estância, seja ela universitária ou não) muitas vezes não traz a transparência que nós eleitores sempre desejamos. E com isto vem a desconfiança, a descredibilidade e a falta de compromisso (de ambas as partes). Porém uma eleição não é tão simples quanto parece.
                Antes de tudo analisamos os fatos. Vivemos numa nação onde o cenário político é centralizador e legalista, onde esta situação acaba corrompendo nomes promissores e nos fazendo desacreditar nas promessas ditas em discursos de palanque. Casos como o mensalão, desvio de verba e escândalos na Assembléia Legislativa do Paraná são apenas o cume de um imenso iceberg de falta de ética na representação pública. A descrebilidade é tão grande que em tempos eleitorais é comum gozações sobre os candidatos envolvidos.
                Mas parando para pensar na real filosofia por trás do processo eleitoral democrático nos deparamos com conceitos que iluminam a participação do povo em tal processo.  O governante ou gestor eleito deve ser aquele que representa fielmente seus eleitores. Esta idéia nos trás a responsabilidade direta da escolha de nossos representantes, e também uma boa parcela na culpa de cada escândalo que aparece ou de alguma benfeitoria.
                Aqui na Universidade também temos exemplos como citados acima. E o estudante deve ter uma  consciência política bem formada. Ele deve saber quais são seus anseios, seus desejos e suas dúvidas para que saiba pressionar seus dirigentes e evitar que não seja cumprido suas promessas. Então vote, participe, construa uma UFPR e um setor de tecnologia melhor, de acordo com seus desejos. Escolha o candidato que mais se identifique com você . Seu voto pode ser somente mais um grão de areia em uma praia, mas uma praia é feita destes grãos e pode ter certeza que menos um sempre faz uma falta imensa.