segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MANIFESTO DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS PARANAENSES.

COPA DE 2.014 EM CURITIBA.

MANIFESTO DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS PARANAENSES.


As entidades representativas dos profissionais de engenharia e arquitetura, colocados na condição de expectadores no campo da copa 2.014, decidem se manifestar sobre o espetáculo.

Considerando que:

• "Todas as decisões que envolvem o interesse público são políticas; mas não terão sustentabilidade sem o embasamento técnico de engenheiros e arquitetos".

• "Curitiba é reconhecida nacional e internacionalmente pelo planejamento, projetos e obras realizados por engenheiros e arquitetos paranaenses".

• "O esporte é atividade imprescindível para jovens e adultos, e é para este público que devem se criados espaços adequados à prática permanente".

• "Os equipamentos causam impactos na malha urbana, de vizinhança e de mobilidade".

• "Incentivar o esporte significa também promover a inclusão social e o desenvolvimento humano por meio de programas sócio esportivos, institucionalizar o esporte educacional, atingir resultados inéditos nas competições e assim projetar o Brasil no ranking do alto rendimento, incrementar nossa infra estrutura esportiva, modernizar e valorizar o futebol como identidade cultural do Brasil, ampliar o leque de modalidades para diversificar a prática esportiva no país, qualificar a gestão do esporte e do lazer, aproveitar o potencial econômico-social dos grandes eventos, a melhoria da qualidade de vida, a oferta de perspectivas à juventude e o fortalecimento do respeito do mundo por nossa pátria ".

• "Em Curitiba, no Paraná e no Brasil existem poucos equipamentos adequados (públicos ou privados) e sustentáveis, sobre o aspecto ambiental, para o desenvolvimento e formação de atletas e para-atletas profissionais".

• "Clareza na relação do bem público com o privado é imprescindível, para garantir transparência de negociações e ajustes na escolha do local adequado para o evento".

Os engenheiros e arquitetos paranaenses manifestam inconformismo com o encaminhamento do processo para adequação das condições para a realização da Copa em Curitiba, pela lentidão, faltas de estudos de alternativas e a busca de direcionamento para solução que não se enquadra nos itens técnicos considerados.


Reiteramos como alternativas as opções pelo "estádio Pinheirão", e o "estádio da Vila Capanema", que apresentam características mais adequadas à implantação de um projeto de múltiplo uso.

1. A logística de localização viária, integrando os modais de transporte; viário, aeroviário e ferroviário.

2. A redução dos investimentos necessários na remodelação prevista da Avenida das Torres e na realização da via verde.

3. O "partido" do projeto deve levar a marca da nossa cidade, a ARENA ECOLÓGICA DE CURITIBA, onde acontecerá a promoção do esporte de rendimento para projetar o Brasil como potência esportiva mundial. Ficar entre os 10 melhores colocados nas olimpíadas conforme definidas na Conferência Nacional dos Esportes.

4. As alternativas, Vila Olímpica ou a Vila Capanema,
envolvem bens públicos e podem ser beneficiárias de investimentos públicos diretos e indiretos como isenção de impostos, créditos de solo criado ou marketing direto de empresas estatais.

5. A possibilidade de seleção dos projetos de arquitetura e licitação para construção da ARENA ECOLÓGICA DE CURITIBA através da modalidade do Concurso Público, conforme estabelece a legislação em vigor (Lei Federal N°. 8.666/93), privilegia também a qualidade dos projetos.

6. O prazo necessário para a realização dos projetos para a implantação deste equipamento esportivo é suficiente desde que haja integração entre os atores: públicos, privados e do terceiro setor.

7. A integração no processo, do Conselho Estadual do Esporte, habilitando o estado a receber recursos federais para viabilizar a iniciativa.



Curitiba, agosto de 2010.


INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL PR

INSTITUTO DE ENGENHARIA DO PARANÁ

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Evento de integração? Que besteira!

Aqueles que me conhecem sabem que eu sou um cara que sempre trabalhei muito mais na parte representativa dos estudantes do que nos eventos de integração. A representação discente é de extrema valia, já que a UFPR permite que seus espaços deliberativos sejam um tanto quanto democráticos e nos convidam a participar deste balaio que é a administração. Mas as duas linhas de atuação estudantil tem uma importância imensa dentro da construção com a base, até porque todos gostam de discutir e beber (geralmente ao mesmo tempo hahaha).


Uma festa universitária não é somente mais um evento qualquer, um conjunto de vagabundos ou coisa assim. Ele traz a integração e a formação de uma unidade qual provavelmente incorpora uma imagem comum entre os integrados. E esta formação/manutenção desta unidade é importante desde a entrada até a saída do estudante. É notável que boa parte daqueles que entram na instituição e já saem para um Jogos de Verão (1min de silêncio, já que dependendo de alguns nunca mais irá acontecer) ou uma cervejada conseguem estruturar uma unidade entre seus amigos, colegas e até professores. Estes também são aqueles que procuram saber mais sobre a universidade, sobre seu diretório central e seu centro acadêmico. Acabam ficando bem próximos das discussões atuais e criam diversos vínculos internos à sua permanência no curso.


E também, quem não gosta de tomar uma cerveja na praia ou no gramadão? Todos adoram! Somos seres humanos na flor da vivência física e precisamos das ditas futilidades para nos animar, interagir e sair bem acompanhado. Alguns momentos precisamos mais de uma mesa de bar do que uma sala de aula, de uma discussão política para equilibrarmos nossas emoções. A festa serve também como cano de escape para todas nossas aflições estudantis.


Quando me falam que isto tudo é uma besteira, que não dá certo ou que não é de consenso de todos eu fico chateado. Chateado pela desmobilização política, pela falta de interesse de criar algo para os estudantes. Isto é uma derrota estudantil, já que não atendemos as atuais demandas dos estudantes. E esta desmobilização gera um peso considerárel em cima da representatividade estudantil, até porque as maiores conquistas e os mais fortes elos começam sempre numa garrafa de cerveja.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

kukuxumusu

Bom, hoje já é noite e o clima está extremamente agradável. Para uma Curitiba de céus cinzentos e ranzinzas isto daqui é uma maravilha (mais raro do que os vertedouros abertos de Itaipu). Mas este ambiente perfeito na verdade está mais para uma ressaca de angústias. Mas como toda boa ressaca essa vai ser levantada com muita moral, trabalho, construção e participação.

Ontem tivemos as eleições do DCE e na quarta do DAEP. Primeiramente no meu diretório foi tranquilo, visto que o "bate-chapa" acabou se tornando uma piada, pela visível falta de comprometimento da oposição com o próximo. Oposição que não percebeu o caráter facista das suas propostas, lançadas alguns minutos antes de abrir a urna. Já no DCE temos um resultado: vamos continuar com o mesmo marasmo de antes. E faltou pouco para a Jangada chegar no seu imenso mar. Sorte minha e de todos os estudantes que esse marasmo não vai durar tanto tempo.

Para evitar muito blábláblá peço uma simples leitura neste texto:

http://mudanca.org.br/2010/06/25/ate-que-ponto-vao-as-reivindicacoes-do-dce/

Abraços!