Aqueles que me conhecem sabem que eu sou um cara que sempre trabalhei muito mais na parte representativa dos estudantes do que nos eventos de integração. A representação discente é de extrema valia, já que a UFPR permite que seus espaços deliberativos sejam um tanto quanto democráticos e nos convidam a participar deste balaio que é a administração. Mas as duas linhas de atuação estudantil tem uma importância imensa dentro da construção com a base, até porque todos gostam de discutir e beber (geralmente ao mesmo tempo hahaha).
Uma festa universitária não é somente mais um evento qualquer, um conjunto de vagabundos ou coisa assim. Ele traz a integração e a formação de uma unidade qual provavelmente incorpora uma imagem comum entre os integrados. E esta formação/manutenção desta unidade é importante desde a entrada até a saída do estudante. É notável que boa parte daqueles que entram na instituição e já saem para um Jogos de Verão (1min de silêncio, já que dependendo de alguns nunca mais irá acontecer) ou uma cervejada conseguem estruturar uma unidade entre seus amigos, colegas e até professores. Estes também são aqueles que procuram saber mais sobre a universidade, sobre seu diretório central e seu centro acadêmico. Acabam ficando bem próximos das discussões atuais e criam diversos vínculos internos à sua permanência no curso.
E também, quem não gosta de tomar uma cerveja na praia ou no gramadão? Todos adoram! Somos seres humanos na flor da vivência física e precisamos das ditas futilidades para nos animar, interagir e sair bem acompanhado. Alguns momentos precisamos mais de uma mesa de bar do que uma sala de aula, de uma discussão política para equilibrarmos nossas emoções. A festa serve também como cano de escape para todas nossas aflições estudantis.
Quando me falam que isto tudo é uma besteira, que não dá certo ou que não é de consenso de todos eu fico chateado. Chateado pela desmobilização política, pela falta de interesse de criar algo para os estudantes. Isto é uma derrota estudantil, já que não atendemos as atuais demandas dos estudantes. E esta desmobilização gera um peso considerárel em cima da representatividade estudantil, até porque as maiores conquistas e os mais fortes elos começam sempre numa garrafa de cerveja.
Concordo plenamente Zé. Tenho dó da galera que está entrando agora na facul, principalmente de civil, que é um curso grande e segmentado.
ResponderExcluirE para "melhorar" um pouco, foi-se o rebordosa, maior ponto de integração dos estudantes de tecnologia.